Encontro com Ley
terça-feira, novembro 18th, 2008Olá pessoal,
“A tout seigneur, tout honneur”
Hoje é o autor carioca Ley , vencedor do concurso com a maravilhosa estampa “Clarissa” que aceitou nosso convite.
Oí Ley, conta pra gente qual é a sua ocupação principal e a sua cidade de residência?
Bem, primeiramente quero agradecer a oportunidade de falar um pouco do meu trabalho, que não é lá grandes coisas, mas, é onde mora a minha alegria e a minha satisfação profissional.
Atualmente sou Arte Finalista em uma empresa de camisetas e brindes promocionais, estou nesta empresa vai fazer 7 anos e paralelamente a isso, sou free lance trabalhando com ilustrações, websites, modelagem 3d, criação de identidade visual, silk, faço desde storieBoards a cartão de visitas. Desenho desde muito cedo, puxando a veia artística de meu pai, que também é desenhista. Minha base Operacional fica no estado do Rio de Janeiro na Cidade de Queimados, onde tenho um estúdio em minha casa.
Onde você achou a inspiração para os seus desenhos de camiseta?
Bom, eu não acredito muito em “inspiração”. Eu acredito em vontade, em pré-disposição em querer realizar algo. Transpiração. O que faço é pegar a idéia central, o tema, e fazer o brainstorm até chegar onde eu quero. Às vezes a idéia já vem pronta, na verdade as idéias já estão prontas, basta irmos às entrelinhas do cotidiano buscá-las.
Qual o seu processo de criação e as técnicas que você usa?
Tudo começa muito simples e me esforço para terminar o mais simples possível. Meu processo de criação é o seguinte: primeiramente tenho que ter em mente um tema, um esboço da idéia, tendo a preocupação de sempre colocar o conceito da ilustração primeiro, e em cima do conceito elaborar a ilustração. Se a ilustração não tiver conceito, não terá sustento, a imagem ficará oca, vazia. Isso é uma coisa que prezo muito.Depois disso, pego um lápis, folha e começo a rabiscar e colocar tudo que tem relação com a idéia no papel. Desenho tudo em traços rápidos e descompromissados, em seguida vou filtrando o que serve e o que não serve, até chegar a uma idéia mais próxima do que eu quero (às vezes esse processo se dá tudo em minha mente e quando vou para frente do computador o desenho já está pronto para ser liberado).
Definido esta etapa, vou para frente do computador. Eu uso um tablet para fazer a arte final. Uso Photoshop para fazer um rascunho, depois vou para o Corel Painter, faço todo o contorno já definindo o desenho e volto para o photoshop para colorir. E finalmente, quando nescessário, vetorizo no Corel. Eu uso também o 3d Studio Max para acertar pesperctiva, quando preciso.
Uma outra forma, que eu uso, é fazer o desenho no papel, arte finalizo com nanquim, depois escaneo o desenho e vetorizo ou faço a colozização digital no photoshop.
Quais são as suas influências artísticas?
Tenho influencia em vários seguimentos da arte, digo, em Ilustrações, música, design de moda e entre outros. A minha maior influencia está no mundo dos quadrinhos, quais eu sou fã desde muito cedo. Sempre quis desenhar como Frank Miller, Will Eisner, e mais recente, Greg Capullo, com isso aprendi a modelar o meu estilo de desenho.
Em breve meu site estará no ar, enquanto isso quem quiser conhecer um pouco mais sobre alguns trabalhos meus é só ir em www.rodisley.blogspot.com
Muito obrigado Ley pelas suas dicas!!
++
Vivien

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